“Longe” – que já faz parte da banda sonora da novela da TVI “Valor da Vida” – tem letra da sua própria autoria e a música é de Nuno Ribeiro e Vitor Silva, que assina também a produção.

O vídeo, que sai no mesmo dia, foi realizado e tem a direcção de fotografia de Gonçalo Carvoeiras e a participação especial dos atores Mariana Zaniboni e Luís Delca.

O single vai estar disponível em todas as plataformas digitais (aqui), ao mesmo tempo que poderá ser escutada, pela primeira vez também, nas mais variadas estações de Rádio em Portugal.

Sobre Nuno Ribeiro: Aos 16 anos, Nuno Ribeiro ficou em quarto lugar no The Voice. A sua participação foi muito positiva e o facto de não ter entrado em disputas com ninguém ajudou-o e isso passou para as pessoas.

Antes de entrar no programa já gostava muito de música – sempre foi uma coisa que quis fazer, embora ainda não dissesse: “é isto”. O concurso ajudou-o a entrar no meio e a perceber: “é mesmo isto que quero”. Uma rampa de lançamento que lhe conferiu experiência.

Nos 6.º e 7.º anos Nuno era um rebelde. Mas, a partir dos 16 anos, depois de ter aparecido na televisão, achou que estava na altura de começar a ter planos mais concretos para a sua vida. Entretanto entrou em Geografia, iniciando os estudos universitários na Faculdade de Letras do Porto. Devido a incompatibilidades de horário, congelou a matrícula – que poderá retomar a qualquer momento – para se dedicar em pleno à música, que por vezes implica noitadas até às 6h da manhã.

Quando saiu do concurso televisivo começou a compor de imediato. Esteve com alguns produtores antes de iniciar o trabalho com Vítor Silva, o produtor atual, e o single “Tu” foi a primeira criação de ambos. Nuno mostrava a Vítor músicas que tinham potencial, mas o produtor dava-lhes um cunho, ajudando-o sempre a reformulá-las. Estão muitas vezes juntos fora de estúdio a falar dos bastidores do mundo da música ou sobre qual seria o melhor caminho a seguir para tudo dar certo, ultrapassando, em muito, a habitual relação de trabalho.

Vítor foi músico durante muitos anos e, já no papel de produtor, trabalhou no álbum “Zeca Sempre” e nos dois primeiros discos dos D.A.M.A., entre outros. Nuno e Vítor formam uma equipa, ou seja, com uma parte da composição e uma parte da produção, como no caso de “O Que Tu Dás“, de Matay. Gostam de trabalhar para terceiros, um desafio que descrevem como diferente.

Nuno não aprecia criar músicas que alguém venha depois a interpretar, preferindo compor especificamente para uma determinada pessoa. Consoante o que conhece dessa mesma pessoa, como no caso do Matay – enquanto escrevia a música e a linha melódica do refrão pensava já no cantor. Fê-lo a pensar em como encaixava “na voz e na onda dele”.

Aos 20 anos, cada vez mais, a música é o seu mundo. Seguindo o espírito do DIY, mesmo sem formação especializada, vê, investiga e faz por si. O talento para a arte está-lhe no sangue: o irmão tocava bateria e Nuno seguia-lhe as pisadas, e o pai tocava guitarra e logo depois o filho dedilhava acordes. A irmã mais velha, hoje com 30 anos, também cantava.

Nuno chegou a ter uma banda “mais amadora” cujo baterista era o seu irmão, presentemente com 28 anos. “A minha mãe é a única mais calminha, de resto é uma barulheira aqui em casa”, confessa.

Como os jovens da sua idade, elege os veículos Deezer e o Spotify para escutar as músicas dos seus artistas preferidos, nomeadamente James Arthur, Ed Sheeran, Bruno Mars e Demi Lovato, entre muitos outros que aprecia. O quotidiano, os filmes e as séries influenciam as suas composições, sendo poucas as ideias que lhe surgem no conforto do lar.

Com uma ligação quase umbilical à família e aos amigos, Nuno ambiciona viajar mais – refere Brasil, Angola, Reino Unido –, mas para viver a escolha recairá sempre sobre Portugal. Lembrando uma viagem recente, gostou do “espírito” de Amesterdão, “uma cidade com uma mente muito aberta”.

Tu“, o single de estreia com data de edição a 6 de abril, não deixa de ser uma balada, mas apresenta nuances distintas nas linhas rítmicas e melódicas pop polvilhadas, a espaços, por algum hip hop.

“Quando faço uma música gosto que não seja aquela balada simples, um verso, refrão, igual ao primeiro. Mesmo a própria letra, na primeira parte tem por base o misterioso e o melódico. A segunda parte é constituída por expressões como ‘não dá para ver’ e ‘não dá para entender’, transmitindo uma mensagem de mistério nas relações: quando queremos ver o que a outra pessoa quer de nós e não conseguimos; quando não sabemos o que esperar da outra pessoa”, descreve o autor e cantor que planeia lançar o álbum de estreia ainda em 2018, após a edição de mais singles.

Realizado e editado por T. Zimmermann, com direção de fotografia de Deyvis Malta, o vídeo de “Tu” tem por base uma forte componente estética que não nos deixa indiferentes: simples, bonito, com requinte e sem o cliché de uma história de amor.

Uma boa surpresa, em português, para este ano de 2018.